domingo, 10 de outubro de 2010

LIÇÃO

Aprendi - 
CHARLES CHAPLIN  -


Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões
para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi
que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que
não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar
anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso
usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou
falando.
Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por
isso o resto da vida.
Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão
continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso
caminho.
Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que
quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos
limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar
meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem
o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que
sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de
mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... Que nos momentos mais difíceis
a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as
coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não
tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus
sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse
convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em
quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser
perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa
o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu
aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu
sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
 Aprendi que numa briga eu
preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que,
quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas
pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu
queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte
da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas,
por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede
não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor
perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para
guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas
pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos
retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser
gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
Tua caminhada ainda não terminou... A realidade te acolhe dizendo que pela
frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se
amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma
vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar
situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva
que cai e não a faceta do raio que destrói. Se não consegues entender que o céu
deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das
estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança,
enquanto te envergonhares de teus erros. Tu és jovem.
Atender a quem te chama é
belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa
de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água
que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de
nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
 Teus passos ficaram!
Olhes
para trás... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para
poderem seguir-te.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DEMOCRACIA

 
Enfim ,é chegada a hora do voto.

Vamos decidir quem irá nos representar no Palácio do Planalto para presidir nossa pátria, no Senado, na Câmara, nas Assembléias estaduais, nos Palácios dos Governos em todos os Estados.
Muitos são os partidos, candidatos, e promessas .
Sempre nos perguntamos;
Em quem votar?
Tivemos a oportunidade de assistir a programas eleitorais, debates, visualizar nossos candidatos em outdoor’s, panfletos, santinhos ...
Fomos engolidos, literalmente, pela enxurrada de informações ( verdadeiras ou não), declarações ( verdadeiras ou não), promessas( verdadeiras ou não).
O certo é que temos em mãos a oportunidade de mudar o cenário administrativo de um País.
Pena, mas muita pena mesmo, não termos essa consciência e continuarmos na mesmice de anos após anos.
Temos a oportunidade, mas não é aproveitada como gostaríamos que fosse.
O certo é que , se até o presente momento, ainda existam indecisos, rezemos para que eles possam decidir da melhor forma possível em prol do nosso país.
O que chegar lá, não será por mérito em si, mas pelas mãos de quem realmente pôde decidir.
Somos capazes e fortes para reverter todas as situações, mas a verdade é que não sabemos disso.
Façamos valer nosso direito de voto, mesmo que ele seja branco ou nulo.
É importante o comparecimento às urnas, para deixarmos nossa vontade ser contabilizada e colocada em prática logo após.
Vivamos a democracia respeitando nossos direitos.
Façamos valer nosso voto!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Primavera

SEJA VEM VINDA, PRIMAVERA!!!

Primavera



Cecília Meireles



A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.


Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.


Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.


Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.


Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.


Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.


Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FELIZ QUARTA-FEIRA

Quarta-feira


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A quarta-feira é considerada o quarto dia da semana, seguindo a terça-feira e precedendo a quinta-feira.

Por ordenação de trabalho e lazer e pela normalização ISO,[1] a quarta-feira é considerada o terceiro dia da semana, sendo assim na maioria dos calendários em todo o mundo.[2]

A palavra é originária do latim Quarta Feria, que significa "quarta feira", e de mesma acepção existe em galego (cuarta feira), mirandês (quarta) e tétum (loron-kuarta).

Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando este dia ao astro Mercúrio o que originou outras denominações, em espanhol diz-se miércoles e no italiano mercoledì, com o significado de Mercúrio e dia de Mercúrio. Outros povos reverenciavam deuses mitológicos, em inglês diz-se wednesday, dia de Woden e em sueco onsdag, dia de Odin.

Para a Igreja Católica, a quarta-feira é o dia para se rezar pelos enfermos.

DICAS PARA UMA BOA LEITURA

                                     A Menina que Não Sabia Ler

Autor: Harding, John
Editora: Leya Brasil
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante...




O Guardião de Memórias,de Kim Edwards

Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down.


Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu.


Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.
 
 
Zahir, O

Autor: COELHO, PAULO
Editora: ROCCO

Segundo a tradição islâmica, o Zahir é algo ou alguém que acaba por dominar completamente o pensamento, sem que se possa esquecê-lo em momento algum. Para o narrador do romance de Paulo Coelho, o Zahir é sua esposa, Esther, com quem é casado há mais de dez anos. Tudo parecia ir bem entre eles, até o dia em que ela desaparece sem deixar vestígios. A polícia cogita hipóteses de seqüestro, assassinato e envolvimento com terroristas - já que ela era correspondente de guerra no Oriente Médio -, porém não chega a uma conclusão. Mas ele, o marido, sabe a resposta - ela simplesmente o abandonara sem se despedir, sem dizer para onde ia nem por que fazia isso. Esther saiu de sua vida e terminou ocupando sua mente pois, diante de tantas perguntas sem respostas, para ele se tornou impossível parar de pensar nela. Por que ela desistiu? Onde ela está agora? As interrogações não o deixam em paz e acabam por guiá-lo em uma viagem em busca da esposa desaparecida e de si mesmo. 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E A CHUVA CAIU!

Fui acordada hoje, pelo barulho das águas da chuva. Ah que beleza, depois de tanto tempo...

Depois de muitos meses de seca, a chuva deu o ar da graça.
Nessa madrugada, a cidade recebeu a visita da tão esperada chuva para sua alegria.
Não agüentávamos mais o tempo seco, as queimadas, as doenças respiratórias...
Nossa, como uma chuva faz falta.
Temos a triste mania de reclamarmos de tudo, quando faz muito calor, quando faz muito frio , quando não chove e quando chove muito.
Claro que , na verdade, tudo vem com exagero, mas a mãe terra sabe muito bem do que precisamos e a hora em que precisamos.
Entristece muito saber que o ser humano não está consciente de nada, e mesmo sentindo na pele todas as adversidades da natureza, continua brincando com ela.

Ontem, na cidade de São Paulo, a chuva fez descobrir a vergonha da população, ao tirar dos esconderijos, o lixo de uma cidade que ardia na seca. Era tanta garrafa pet correndo junto com a enxurrada que dava medo, parecendo bichos invadindo os rios, como em um bom filme de ficção científica..
Que vergonha!
Em Minas, as matas pediam socorro, de tanto queimar, sabendo-se lá se foi obra do acaso ou do Sr. Acaso.
A natureza é fantástica, maravilhosa e exuberante, mas sabe  muito bem cobrar em dobro, quando é maltratada.

Seja bem vinda, chuva.
Que venha em paz e nos agracie com sua umidade e suas águas abençoadas.

Rúbia Nolasco